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  • Paola Antony

Oficina de rádio para jovens que pretendem voar.



Alunas e alunos da Rede Pública de Ensino investigam e debatem assuntos que atravessam seus cotidianos escolar, familiar e comunitário em programas de rádio roteirizados por eles e elas mesmas

 

            Presentes no dia a dia de todos, os meios de comunicação, onde se incluem as redes sociais, são canais para informação e ambientes propícios para debates. Apesar de inseridos nesses espaços, muitos de seus usuários produzem e consomem os conteúdos sem muito critério e alheios a filtros que balizem qualidade e informação apurada.

 

            A fim estimular um olhar crítico de estudantes, um grupo de radialistas e experientes comunicadores se deslocaram aos CEFs 7 e 8 da RA de Sobradinho II onde ministraram cursos de capacitação em produção de conteúdo. Foram duas semanas de aulas para 65 estudantes, com idade entre 12 e 14 anos, distribuídos em treze grupos, que atenderam, cada um, a 15 horas-aula. Trata-se do projeto “Oficina de rádio para jovens que planejam voar, segunda edição”, realizado graças ao Fundo de Apoio à Cultura, FAC, do GDF.

 

 

Participativo e inclusivo

 

            Dioclécio Luz, mestre em Comunicação Comunitária e idealizador do projeto, destaca a participação de três pessoas com deficiência, o que tornou o processo ainda mais especial. “Elas deram um olhar distinto à gravação dos programas, demostraram interesse em participar, uma curiosidade acima da média e trouxeram mais leveza às aulas”, comenta.

 

 

Um processo que dá voz ao pensamento crítico

 

Mais que simplesmente orientar e apresentar ferramentas de roteirização e produção de um programa de rádio, os instrutores provocaram os e as participantes a se aprofundarem nos temas eleitos por eles e elas. Com isso, fazendo-os alcançar uma excelência na apresentação dos temas tanto em forma quanto em conteúdo.

 

Os conteúdos centrais foram ministrados por Dioclécio Luz, mas ainda foram acrescentadas oficinas de como fazer a edição e montagem de um programa de rádio, pelo músico e produtor musical, Ramiro Galas, e de como opera uma rádio na Web, locução e dicção, por Paola Antony, diretora da Rádio Eixo. Para consulta posterior e material de apoio às aulas, foi produzida e distribuída uma cartilha com assuntos trabalhados nas oficinas.

 

            Para chegar ao produto final, na mentoria foram trabalhados, em cada um e cada uma das participantes, autoestima e valorização do capital cultural, de maneira que expressem suas opiniões com desenvoltura. Dioclécio aponta que “é extremamente gratificante observar o pensamento, a curiosidade e a inteligência desta juventude registrados nos programas”.

 



Os temas dos programas

 

            Entre os temas trazidos por elas e eles, num total de 13, estão racismo estrutural, bullying, intolerância religiosa, teoria da conspiração, violência contra a mulher, o Skate da medalhista Olímpica Raissa Leal, e a música, nos quais abordam o Hip-Hop, a Clássica e o Samba, representado por Zeca Pagodinho.

 

Para compor os roteiros, seus criadores entrevistaram personagens, pesquisaram os temas a fundo e selecionaram músicas para ilustrar. Sobre a trilha sonora, Dioclécio observa “estimulamos que buscassem referências na música brasileira, indígena, africana, indiana, que não estão no circuito comercial”.

 


Veiculação dos programas e certificação de seus realizadores

 

            O curso ocorreu entre os dias 3 e 17 de maio e os 13 programas estão prontos. São veiculados na Web Rádio Eixo, parceira da iniciativa, e disponibilizados no canal da rádio no Souncloud.


Para marcar a conclusão dos trabalhos, todas e todos os participantes receberam um certificado entregue em eventos nas Escolas. onde também foram exibidos vídeos-registros das aulas.

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